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PF faz operação para investigar mortes por conflitos agrários em RO; casos seguem sem solução após 10 anos

Policiais federais que atuaram durante a operação policial. Polícia Federal A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira (14), uma operação para apurar m...

PF faz operação para investigar mortes por conflitos agrários em RO; casos seguem sem solução após 10 anos
PF faz operação para investigar mortes por conflitos agrários em RO; casos seguem sem solução após 10 anos (Foto: Reprodução)

Policiais federais que atuaram durante a operação policial. Polícia Federal A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira (14), uma operação para apurar mortes de trabalhadores rurais e lideranças camponesas, vítimas de homicídios praticados em área rural, ligados a conflitos agrários, no Estado de Rondônia. Os casos sem solução após mais de 10 anos. Os assassinatos apurados são de Renato Nathan Gonçalves, Gilson Gonçalves, Élcio Machado, Dinhana Nink, Gilberto Tiago Brandão, Isaque Dias Ferreira, Edilene Mateus Porto e Daniel Roberto Stivanin. Durante a operação, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Candeias do Jamari (RO) e Ji-Paraná (RO). A ação, que foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, tem como objetivo reunir provas, identificar os responsáveis e entender melhor como os crimes aconteceram. Segundo a PF, as investigações tiveram origem por crimes cometidos entre 2009 e 2016, nos municípios de Buritis, Nova Mamoré, Porto Velho, Machadinho D'Oeste, Alto Paraíso e Ariquemes. As vítimas estavam envolvidas em denúncias relacionadas à ocupação ilegal de terras e atividades ambientais criminosas, e integravam movimentos de defesa de trabalhadores rurais no campo rondoniense. Veja vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Presidente do TJ-RO assume interinamente governo de Rondônia Rondoniense morre após acidente de moto em Portugal Detentos fogem de penitenciária em Porto Velho A investigação passou para a competência da Polícia Federal por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob o argumento de haver "uma incapacidade" do estado em responsabilizar os mandantes dos assassinatos e a dificuldade em obter informações atualizadas dos inquéritos estaduais envolvendo conflitos agrários. A procuradoria diz que alguns agentes da segurança pública são suspeitos de envolvimento nas mortes de militantes sociais, entre 2009 e 2016, e, por causa disso, os crimes estariam sem solução. Os crimes apurados são, em tese, homicídio doloso qualificado, quando há intenção de matar e agravantes, com pena que pode variar de 12 a 30 anos de prisão. Os envolvidos também podem responder por associação criminosa, que é quando duas ou mais pessoas se unem para cometer crimes, com pena de 1 a 3 anos de prisão.